sábado, 17 de dezembro de 2011

Ombudsman da Folha admite autoria de crítica feita ao jornal

Ombudsman da Folha de São Paulo, a jornalista Suzana Singer postou em seu Twitter a confirmação da autoria de texto que vazou da redação para a internet.

No texto - que o leitor pode conferir abaixo -, Singer faz duras críticas à postura da Folha em relação ao livro "A Privataria Tucana".

A jornalista, que assina coluna dominical, deverá falar sobre o assunto amanhã, diante da repercussão que o assunto gerou.

Singer escreveu em seu Twitter: "A crítica interna, como o nome diz, é assunto da Redação".

O vazamento do texto não deverá ficar barato. A Folha é conhecida pela postura ortodoxa em relação ao cumprimento da política de funcionamento do jornal dos Frias. Demitiu dois dia desses por terem comentado no Twitter sobre o obituário de José Alencar estar pronto antes da morte do político.

Abaixo, a crítica de Suzana á redação da Folha de São Paulo:

ANTES TARDE DO QUE NUNCA

por Suzana Singer

Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet -e da Record- de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

1) ter um viés de defesa dos tucanos;

2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;

3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);

4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);

5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

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